quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mulheres que correm com os lobos



Já falei sobre Mulheres que correm com os lobos para muitas das mulheres da minha vida e quero reforçar aqui o convite/conselho/exortação/apelo: Leiam este livro, meninas! Comprem-no e deixem-no na cabeceira. Vão lendo e saboreando e se descobrindo e se resgatando. Resgatando a Mulher Selvagem que existe dentro de cada uma de nós, a guardiã de nossa força psíquica. Frequentemente esta Mulher encontra-se intimidada pela cultura patriarcal, pelos padrões de beleza, pelos tabus, pelas religiões aprisionantes... Precisamos libertá-la! Precisamos curar a cada uma de nós para também curar nossa Mãe Terra. E este livro pode ser o início de uma linda jornada em busca de nossa essência feminina e de nosso poder...

Olhem que lindo este trecho sobre o amor ao corpo (gostaria que todas as mulheres do mundo lessem isto!):

Está errada a imagem vigente na nossa cultura do corpo exclusivamente como escultura.
O corpo não é de mármore. Não é essa a sua finalidade. A sua finalidade é a de proteger, conter, apoiar e atiçar o espírito e alma em seu interior, a de ser um repositório para as recordações, a de nos encher de sen­sações — ou seja, o supremo alimento da psique. É a de nos elevar e de nos impulsionar, de nos impregnar de sensações para provar que existimos, que estamos aqui, para nos dar uma ligação com a terra, para nos dar volume, peso.
O corpo é como um planeta. Ele é uma terra por si só.
Como qualquer paisagem, ele é vulnerável ao excesso de construções, a ser retalhado em lotes, a se ver isolado, esgotado e alijado do seu poder. A mulher mais selvagem não será facilmente in­fluenciada por tentativas de urbanização.
Para ela, as ques­tões não são de forma, mas de sensação.
O seio em todos os seus formatos tem a função de sentir e de amamentar. Ele ama­menta? Ele é sensível? Então é um seio bom.
Já os quadris são largos por um motivo. Dentro deles há um berço de marfim acetinado para a nova vida. Os quadris da mulher são estabilizadores para o corpo acima e abaixo de­les.
Eles são portais, são uma almofada opulenta, suportes para as mãos no amor, lugar para as crianças se esconderem.
As pernas foram feitas para nos levar, às vezes para nos empur­rar, elas são as roldanas que nos ajudam a subir; são o anulo, o anel que abraça o amado. Elas não podem ser criticadas por serem muito isso ou muito aquilo. Elas simplesmente são.
No corpo, não existe nada que "devesse ser" de algum jeito.
A questão não está no tamanho, no formato ou na ida­de, nem mesmo no fato de ter tudo aos pares, pois algumas pessoas não têm. A questão selvagem está em saber se esse cor­po sente, se ele tem um vínculo adequado com o prazer, com o coração, com a alma, com o mundo selvagem. Ele tem ale­gria, felicidade? Ele consegue ao seu modo se movimentar, dan­çar, gingar, balançar, investir? É só isso o que importa.
A Mulher Selvagem aparece em muitos tamanhos, formas, cores e condições.
Mantenha-se alerta para poder reconhecer a alma selvagem em todos os seus inúmeros disfarces.

Digo novamente: vale a pena comprá-lo e deixá-lo na cabeceira. Mas caso você queira dar uma curiosada primeiro, baixe o livro aqui.
 

2 comentários:

  1. Inspirador! Que muitas mulheres prestes a fazer uma plástica simplesmente por fazer o leiam antes!

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  2. Aline,

    Sem dúvida nenhuma esse é um livro de cabeceira e para ler de joelhos.

    beijos, beijos!

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Obrigada por visitar o Caraminholas! Fico muito contente em saber sua opinião.