domingo, 20 de junho de 2010

Sob a proteção do xale



Este texto me foi enviado pela Fabi Panassol, minha querida professora de yoga. Considerei-o tão bonito e tão representativo do potencial acolhedor feminino que resolvi postá-lo.


À medida que o outono avança e a temperatura declina, nada como um xale acolhedor envolvendo os ombros, para nos proporcionar uma sensação de calor e bem-estar.
Em seus mais diversos formatos, cores e materiais, os xales sempre foram usados pelas mulheres em todos os quadrantes do planeta. Podem entrar e sair de moda, mas sempre retornam para nos aquecer, proteger e também embelezar, porque beleza não é luxo, é necessidade, como diz a poetisa mineira Amélia Prado.
As mulheres incas usam seus xales presos por um broche, tupus, um artefato que possibilitou aos arqueólogos identificar estátuas ou múmias como sendo do sexo feminino.
Quando membros da raça vermelha dos nativos americanos decidiram retornar aos ensinamentos de seus ancestrais, chamaram este movimento de Tomada do Xale. “O Xale simbolizava o retorno ao lar e aos braços da Mãe Terra e significava sentir-se envolvido pelo seu amor e pela sua proteção”, nos ensina Jamie Sams em As Cartas do Caminho Sagrado.
A mesma idéia do xale como os braços amorosos da grande mãe é expressa entre os celtas na figura de Brigid como a Senhora do Manto. O manto da deusa não apenas cobre e protege todo o território, mas também envolve cada pessoa que recorre a ela por proteção. Os fios de que é tecido seu manto são os filamentos que conectam todas as coisas em uma grande Teia de Vida.
O manto de Brigid fazia parte do equipamento das parteiras celtas, que o colocavam sobre a parturiente para assegurar um bom parto. Também era usado para envolver qualquer parte do corpo que estivesse dolorida ou ferida, porque ajudava na cura.
Universais e acolhedores, os xales são símbolo de inclusão e amor incondicional, que envolvem, confortam, cobrem, abraçam, protegem e embelezam, escreve Janet Bristow que, junto com Victoria Galo, fez do prazer de tricotar e crochetar uma prática de espiritualidade feminina, criando xales portadores de orações e bênçãos, para distribuir entre os necessitados de conforto.
Da próxima vez que você usar um xale, sinta a Grande Mãe envolver você em seu abraço amoroso e protetor. E se você tiver uma história sobre xale para contar, partilhe-a conosco.

Monika von Koss


Uma semana aquecida e cheia de luz para todas minhas companheiras de caminhada. 
Honrem a energia feminina!

Um comentário:

  1. ALINE, ADOREI O SEU ESPAÇO..JÁ ESTOU TE SEGUINDO.
    www.falandodesaberes.blogspot.com

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Obrigada por visitar o Caraminholas! Fico muito contente em saber sua opinião.